quarta-feira, 22 de maio de 2019

A demanda controla o mercado


No dia 25 de abril estreou o filme mais esperado do ano, com todas as salas de cinema lotadas logo na pré-estreia e no dia em que foi lançado. Vingadores: Ultimato deste então vem quebrando recordes de bilheteria com US$ 2,328 bilhões de arrecadação, ocupando até hoje a segunda posição entre as 10 maiores de toda a história. O filme ainda se encontra em cartaz e promete alcançar a maior bilheteria de todos os tempos.

Sem dúvida o filme modificou toda a relação que tínhamos com cinema, se tornando um grande evento e dividiu opiniões quando diretores brasileiros reclamaram publicamente que Vingadores não poderiam estar em 80% das salas de cinema disponíveis. Tendo em vista que estariam ofuscando o trabalho nacional e em especial o filme De Pernas Pro Ar 3 no qual teve sua estreia marcada para duas semanas antes (11 de abril).

Vingadores: Ultimato ainda se faz presente em cartaz nas salas de cinema

A reclamação vigente tornou pública a fragilidade em que a produção nacional se encontra hoje em dia com a sociedade. Com diversos estúdios milionários, a competição e a disparidade entre a produção são processos em que fazem a distância entre os dois serem quilométrica. Com isso, o público dos anos 90 e 2000 instituídos em meio a estes surgimentos de filmes altamente produzidos tornam-se fortes consumidores do produto fazendo-o destaque financeiro e de crítica.

Com todo esse mercado voltado para o lucro, o flime no qual está em alta ganhará o devido destaque e terá o maior tempo em cartaz, tendo os cinemas voltados para o proveito dos consumidores que são moldados em um mundo totalmente capitalista. Assim, as empresas que estão no Brasil exibindo filmes não tem para onde recorrer a não ser transmitir o conteúdo do qual a maioria espera por ver e se satisfazer em uma sala de cinema com o pensamento de voltarem para conferir mais um vez.